Dr. José Carlos de Azevedo










Médico especialista em Homeopatia com Pós Graduação em Medicina Psicossomática e Psicoterapia Breve Sistêmica.


Nosso trabalho está direcionado na busca da saúde, que não é simplesmente a ausência de doença e sim o Bem Estar Físico, Emocional, Mental e Espiritual.


A Homeopatia é uma especialidade médica dotada de princípios, que avalia através dos sinais e sintomas particulares de cada pessoa, seu sofrimento diante de uma determinada doença. Isto permite avaliar o desequilíbrio do organismo e encontrar o melhor medicamento homeopático, para estimular as defesas físicas e psíquicas para que este organismo não só combata de modo sistêmico uma série de doenças, mas também previna seu aparecimento.


A Medicina Psicossomática permite identificar através dos sinais e sintomas da doença os sentimentos envolvidos no sofrimento da pessoa. Por isso dizemos que o Corpo Fala a verdade.


A Psicoterapia Breve Sistêmica nos fornece excelentes ferramentas para ajudar o paciente identificar e solucionar Conflitos Emocionais, que são muito nocivos ao desempenho de nossos talentos, projetos de vida e sonhos, além de poder atuar como estressor  e obstáculo no tratamento homeopático.






ENCONTRE SEU TEMA FAVORITO PELA NUMERAÇÃO:


1 - CASOS CLÍNICOS TRATADOS COM HOMEOPATIA.


2 - A IMPORTÂNCIA DA HOMEOPATIA NA SAÚDE.


3 - INTEGRAÇÃO DA HOMEOPATIA COM A PSICOTERAPIA BREVE.


4 - EFEITOS NEGATIVOS E POSITIVOS DO CONFLITO EMOCIONAL.


5 - COMO ADMINISTRAR O ESTRESSE PSÍQUICO?


6 - TRANSTORNO DE PÂNICO.







1 - CASOS CLÍNICOS TRATADOS COM HOMEOPATIA.


CASO CLÍNICO - 04

Queixa Principal - "Estou com medo de morrer do coração"

Paciente feminina, casada, professora, idade 26 anos, refere que há cerca de 07 meses, após fazer uma caminhada, sem esforço, na praia, começou a passar muito mal. "Do nada comecei a apresentar muita falta de ar,disparos no coração, tonturas, vista turva, vontade de vomitar, formigamento nos braços, calores pelo corpo, transpiração e sensação de desmaio; pensei que iria morrer". "Fiquei apavorada, comecei a chorar e pedi para meu marido, que estava comigo, me levar imediatamente para o hospital, porque tinha certeza que estava enfartando". Paciente ao chegar ao Pronto socorro, foi examinada pelo médico e submetida a eletrocardiograma(ECG) e vários exames de sangue. Sua PA- 120/80 MmHg; ECG-Normal e exames de sangue todos normais. Paciente foi sedada e após cerca de 02 hrs. estava bem mais calma e sem os sintomas de antes. Diante do quadro e com os exames normais foi liberada e orientada a procurar um cardiologista para maior investigação.


Após 04 dias,enquanto aguardava o dia da consulta com o cardiologista, voltou a apresentar, sem causa aparente, falta de ar, palpitações fortes, visão turva, tonturas e sensação de desmaio. "Comecei a chorar e a rezar prá não voltar tudo aquilo de novo". "Foi aí que percebi que estava em perigo e que a qualquer momento podia morrer, deixando as pessoas que eu amo". Paciente desta vez procurou um pronto socorro cardiológico, onde foi afastado doença cardíaca e orientada procurar um psiquiatra. Paciente refere que à princípio achou muito estranho ter que procurar um psiquiatra, pois não tinha doença mental, mas acabou marcando uma consulta e ouvindo do psiquiatra o diagnóstico deTranstorno de Pânico. "Confesso que era muito estranho eu com nausea, visão turva, dor no peito, transpiração com calor e frio, estar com problemas mental".


O profissional esclareceu sobre sua doença e prescreveu um antidepressivo e um ansiolítico, para tomar 03 vezes ao dia. Paciente ao começar fazer uso dos medicamentos passou a ter nausea continua, muita fraqueza e boca seca, juntamente com o medo de ter um ataque do coração e morrer, bem como episódios de palpitações, transpiração e tonturas. "Isto me deixou mais confusa porque estava tomando os medicamentos e não melhorava, pelo contrário até piorei". Voltou ao psiquiatra que mudou as doses dos medicamentos e pediu um pouco de paciência. Após 01 mês relatou que não teve mais aquela primeira crise, mas não estava bem. "Eu continuava com  medo de ter um ataque do coração e morrer, não conseguia dormir bem nem sair de casa sozinha por medo de passar mal, não consiguia dirigir, nem estar em lugares fechados e com pessoas, como metrô, ônibus e bancos; me sentia muito frágil e totalmente insegura, minha vida parou em todos os sentidos". Com este quadro clínico, optou pela mudança de tratamento e me procurou.


Paciente já conhecia seu diagnóstico clínico, portanto iniciei a abordagem homeopática, investigando todos os sinais e sintomas apresentados durante e após o ataque de pânico, com suas particularidades, como horário dos sintomas, afetos ligados a doença e a sua família,"o pior doutor é que me sinto muito só, sem proteção e impotente e aí o medo de morrer é muito forte". Além dos sintomas já relatados,foram detectados alguns traços de sua personalidade como muita ansiedade em relação ao futuro; muito ciumenta; sempre muito emotiva e impulsiva; "sou muito indecisa, isso me gera muita ansiedade"; "fico com raiva e discuto por bobagem e aí fico nervosa"; "sou muito teimosa". Paciente refere que uma semana antes do ataque de pânico teve uma discusão com sua sogra e que não pode desabafar o suficiente, "isso ficou na minha mente, mas no dia da crise não tinha ocorrido nada". Essas e outras situações desagradáveis podem acumular e entrar como fatores desencadeantes do ataque de pânico, embora a pessoa tenha que ter uma predisposição para o transtorno de pânico. Isto foi o que ocorreu com esta paciente. A partir desta investigação prescrevi o remédio homeopático personalizado, isto é; aquele que melhor possa tratar os sinais e sintomas do pânico e seus sentimentos e regular o temperamento da paciente. Foi também prescrito um medicamento para modular o sentimento de raiva que era intenso estando mascarado pela ansiedade e medo da morte. Ambos os medicamentos foram prescritos na potência 200CH (Centesimal de Hahnemann) na dose de 3 gotas 1 x ao dia. Foi mantido a medicação anterior (antidepressivo e ansiolítico).


Paciente retornou em 01 semana relatando pouco de melhora na ansiedade e no medo de morrer, sono bem melhor, mas ainda com episódios de náusea e transpiração. Nesta segunda consulta começamos a trabalhar com a Psicoterapia Breve,usando técnicas para ajudar a paciente livrar-se da carga afetiva de estresse ligada a discussão com sua sogra; neste momento a paciente pode trabalhar outras situações desagradáveis ocorrida, há cerca de 02 anos, com sua irmã e com o marido; o interessante é que estas situações estavam ligadas a sentimentos de raiva, desamparo e impotência; os mesmos afetos do presente. Mantido a medicação. Após 02 semanas, paciente está com uma aparência bem melhor, menos ansiosa, entendendo melhor a dinâmica dos seus sentimentos com a reação do seu corpo através dos sintomas de pânico. Com a psicoterapia, paciente busca resolver os conflitos e entender, o que precisa mudar na sua vida, para que possa diminuir a carga de estresse e normalizar a energia vital(energia que regula todos os sistemas do nosso organismo), com isso vão desaparecer os sinais e sintomas do pânico, bem como mudar seus pensamentos, sentimentos e condutas no dia a dia.


O remédio homeopático e a psicoterapia atuam regulando a energia vital.Nesta consulta voltamos a trabalhar situações traumáticas do passado ligadas ao presente. Paciente relatou que aos 07 anos sofreu muito com a separação dos pais, "fiquei muito triste e sozinha quando meu pai foi embora, fiquei com raiva da minha mãe, que brigava muito com ele, me senti impotente por não poder evitar este fato". Trabalhamos todas estas situações dolorosas, ainda não resolvidas. Foi diminuído o antidepressivo e o ansiolítico; retirado o remédio homeopático para raiva e aumentado o personalizado para 2 x ao dia. Nas próximas sessões continuamos trabalhando situações traumáticas e conflituosas na sua história de vida.


O trabalho psicoterápico libera os obstáculos para a atuação mais profunda da homeopatia. Após 03 meses em tratamento com homeopatia e psicoterapia breve; sem o antidepressivo e sem o ansiolítico, paciente encontrava-se bem melhor, sem os sintomas de pânico, já saindo sozinha e dirigindo, só ainda evitando metrô e multidão.Está querendo retornar ao trabalho.Foi aumentado a potência do remédio homeopático para 1000CH, na dose de 3 gotas 1 x ao dia.Passaram-se mais 02 meses, paciente está bem, sabendo lidar melhor com o estresse diário, dirigindo sozinha, inclusive passando em túneis e andando de metrô; voltou ao trabalho. "Quando tenho algum aborrecimento, não fico mais nervosa com medo de ter o pânico, consigo lidar bem melhor com isso". "Estou me sentindo com mais segurança e livre prá buscar meus sonhos". Paciente continua em tratamento, porém não mais fixada no transtorno de pânico e sim no seu novo projeto de vida.Foi diminuido o remédio personalizado para dias alternados.


"O mais forte é aquele que sabe dominar-se na hora da cólera" Maomé.

09/07/2014



CASO CLINICO - 03


Queixa Principal - "Muito medo de sair e sensação de desproteção"

Paciente A., masculino, idade 30 anos, comerciante.  Refere que há 03 meses foi assaltado, enquanto dirigia seu carro, em plena luz do dia. "Fui cercado por dois ladrões em uma moto, eles estavam armados, eram violentos, gritavam prá eu sair e passar tudo". Paciente estava muito nervoso e apavorado ao relatar os fatos. "Fiquei apavorado achando que eles iriam me matar, me deram socos e levaram todos os meus documentos, celular e dinheiro". "Não me sai da cabeça os gritos deles e a arma apontada para minha cabeça, é um martírio". Paciente relata que sempre foi precavido com assalto, mas nunca tinha passado por tal situação. Refere que após o assalto começou a ficar muito nervoso, ter insônia e pesadelos de morte e perseguição, " fico transpirando por qualquer esforço e com tremores internos". "O pior é que não sai da minha cabeça as cenas do assalto, isto está me esgotando".


Paciente apresenta-se muito ansioso, inseguro, cansado, com olhar amedrontado. "Hoje tenho medo de dirigir sozinho; quando estou num taxi ou dirigindo com outra pessoa, fico sempre olhando  pelo retrovisor para ver se  vem alguma moto, é horrível, é muito desgastante". É óbvio que a carga de estresse permanente pelo fato ocorrido, insônia e o flash back, memória recorrente,agrava mais o quadro clínico, debilitando seu lado mental, emocional e físico. Trazendo prejuízo no trabalho e nas relações sociais e afetivas. Paciente refere que sempre foi um pouco pessimista, obsessivo para fazer as coisas, "por mim fico o tempo todo trabalhando". sempre foi muito religioso, "depois do assalto, rezo o tempo todo prá me proteger". Relata que se sente muito desprotegido e sem vontade de sair por medo de ser assaltado. Paciente em uso de Rivotril 1 mg.à noite.


Foi feito uma avaliação homeopática da sua história clínica e do seu sofrimento com os sinais e sintomas do quadro clínico atual, bem como do seu modo de ver, perceber e sentir o mundo ao seu redor. Após a avaliação, prescrevi um medicamento homeopático personalizado, isto é, aquele que melhor tratasse do seu sofrimento e do seu modo de lidar com o mundo. O remédio foi prescrito na potência 200 CH. na dose de 3 gotas à noite. Paciente retornou após 01 semana, com diminuição da ansiedade, com olhar pouco mais calmo e com alguma melhora no sono; sem pesadelos (mantido o rivotril). Nesta segunda consulta trabalhamos com técnicas da Psicoterapia Breve Sistêmica, para resolução do trauma ocorrido no assalto.Foi mantido o rivotril e a medicação homeopática.


Na semana seguinte, paciente retornou bem melhor, com sono normalizado, sem pesadelos, bem mais calmo, sem aquelas transpirações. Ainda relata o medo de ser assaltado, porém em menor intensidade. Nesta consulta voltamos a trabalhar com a psicoterapia breve, outros fatos que surgiram da situação no presente e que estavam linkados com algumas situações do passado (de sua história de vida). Mantido a homeopatia e diminuído o rivotril para 1/2 comp.  Paciente retornou após 01 semana com aspecto geral bom, mais seguro, mais alegre, sono bom, já dirigindo só e mais relaxado, embora com alguma apreensão. Retornou após 02 semanas sentindo-se  bem. Voltamos a trabalhar alguns fatos com a psicoterapia breve. Foi mantido a homeopatia e diminuído o Rivotril para 1/2 comp. em dias alternados e depois retirar aos poucos. Retornou após 01 mês sem problemas e sem o Rivotril; mantido a homeopatia em dias alternados. Foi marcado um retorno para daqui há 02 meses para reavaliação clínica homeopática.

"As pessoas nos castigam por nossas virtudes. Só perdoam sinceramente nossos erros" Nietzsche.



05/06/14




CASO CLINICO - 02


 Queixa Principal - Sonambulismo

Paciente feminina, idade 16 anos,estudante. Mãe refere que a filha sempre teve sono agitado, que fala coisas incompreensíveis e as vezes ri ou chora, mas para a mãe o pior é a filha sair da cama e andar pela casa, muitas vezes abre a geladeira, pega alguma coisa e come, ou liga a TV."Algumas vezes fiquei apavorada ao encontrá-la fora do apartamento, já no corredor". Mãe refere que o sono da filha é ruim desde bebê e o sonambulismo começou por volta dos cinco anos de idade, com uma frequência de duas vezes por semana. Atualmente o quadro é o mesmo, só diminuiu a frequência do sonambulismo, que passou para um por semana. O sonambulismo deixa a família muito preocupada e a própria paciente quando tem que dormir na casa de parentes ou em hotéis em caso de viagem com a família.


Paciente refere que é muito insegura,"tenho muita dúvida quando tenho que escolher alguma coisa"; "fico muito ansiosa pouco antes e durante as provas, tenho a sensação que vou esquecer toda a matéria e as vezes dá mesmo um branco"; "isto me deixa mais nervosa e insegura, porque não posso desapontar meus pais". Paciente relata que se ofende com facilidade, se irrita e xinga. "As vezes perco o controle nas palavras, é horrível, não gostaria que fosse assim". Refere que muitas vezes o nervosismo dá dor na barriga, que alivia ao comer.


Diante de toda a história da paciente com os sintomas gerais e particulares de seu sofrimento, prescrevi um medicamento homeopático personalizado à sua dinâmica clínica. Foi prescrito na potência 200CH, sendo 03 gotas em jejum diariamente. Após 02 semanas, o sono se normalizou. Mãe refere que a filha está dormindo tranquila, sem as falas e que só uma vez ela sentou na cama, mas depois de uns dois minutos voltou a deitar e continuou dormindo. Paciente refere que está mais calma, que diminuiu mais a ansiedade e a irritação. Após 01 mês em uso de 03 gotas do medicamento, diariamente, não apresentou mais problemas com sono, nem sonambulismo.


Paciente está com uma postura bem mais calma e mais segura. "Estou me sentindo mais tranquila e segura nos estudos, não tá batendo mais aquele desespero antes das provas". Paciente foi orientada, desde o inicio, para observar as mudanças, por menor que fosse, nos seus pensamentos, sentimentos e condutas. No segundo mês o quadro clínico manteve-se estável, com as melhoras. A medicação continuou a mesma, com mudança das 03 gotas para 3x na semana. Após um ano, a paciente continua com bom sono, sem sonambulismo, sem aquela ansiedade, irritação e agressividade nas palavras. Está lidando de maneira mais calma, alegre e segura com os amigos, familiares e estudo.Paciente continua com a mesma medicação, na dose de 3 gotas de 15/15 dias.
Obs: Neste caso O medicamento homeopático personalizado, estimulou o organismo como um todo na busca do seu equilíbrio permitindo a normalização do mecanismo fisiológico do sono bem como a regulação do humor, com melhora do pensamento e comportamento.

06/05/14




CASO CLINICO - 01


Queixa Principal - "Estou com medo de tudo"


Paciente com 07 anos, feminina,veio à consulta com os pais. Menor estava assustada e muito nervosa. Os pais relataram que há cerca de 02 meses sua filha, que nunca teve problema de saúde, que sempre foi uma garota alegre, sem medos importantes, inteligente, carinhosa, com bom
relacionamento em casa e no colégio, após ouvir uma pessoa contar em
detalhes sobre o assassinato de uma pessoa, passou a ter insônia mesmo dormindo com os pais, a ter pavor de dormir no seu quarto, medo de andar pela casa (necessitando de alguém) inclusive para tomar banho, sempre nervosa e chorando. Menor relatava "Não sai da minha cabeça aquele ladrão matando a pessoa e o sangue saindo", "tenho medo que ele entre em casa e faça a mesma coisa". Menor relatava com muito nervoso e olhar assustado.

Os pais relataram que a filha pela madrugada, já cansada, dormia encolhida e agarrada à mãe. Paciente passava os dias cochilando, não conseguia estudar nem brincar (mãe relata que ela sempre foi alegre e brincalhona), parou de ir ao colégio. Passou a ter medo de tudo, inclusive de fantasma. Estava fazendo terapia e tomando chás calmante sem êxito. Após colher toda a história com a ajuda dos pais e da paciente, com os  sinais e sintomas detalhados do seu sofrimento, prescrevi um medicamento homeopático na potência 30 CH e depois 200CH em tomadas 01 vez ao dia diariamente, este remédio era o que mais se enquadrava com a dinâmica do seu sofrimento emocional, mental e comportamental.


Após 04 dias de medicação, mãe relatou que a filha já estava dormindo toda a noite, embora ainda no seu quarto. Após uma semana acalmou a ansiedade e já conseguia andar pela casa sem companhia, mas ainda tinha memória da história do assassinato, embora sem o sofrimento de antes. Após 01 mês desapareceram os medos, voltou a dormir em seu quarto e a frequentar a escola com alegria e entusiasmo (Passei a  medicação para 02 vezes na semana). Paciente Retornou a normalidade de antes. Teve alta após 06 meses de observação, (durante este período
fazia uso da medicação uma vez por mês). Já se passaram 02 anos e menor continua muito bem; sem medicamentos.


05/04/2014






2 - A IMPORTÂNCIA DA HOMEOPATIA NA SAÚDE.


1 - O que é a Homeopatia?


É um sistema médico terapêutico baseado no princípio dos semelhantes. É uma especialidade médica, reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina em 1980 e incorporada ao SUS em 2006. Foi descoberta pelo médico Alemão Samuel Hahnemann em 1796. O primeiro livro sobre homeopatia foi escrito por Hahnemann em 1810, denominado Organon da arte de curar. Está difundida no mundo inteiro. No Brasil existem vários cursos de pós-graduação e prova de especialidade para médicos, farmacêuticos e veterinários.


2 – Como funciona?


O medicamento homeopático, constituído por energia de vários elementos da natureza, atua, provavelmente, modulando a energia vital dos sistemas do nosso corpo, desse modo promove o reequilíbrio do organismo, ativando assim suas defesas físicas e psíquicas; dessa maneira combate e previne uma série de doenças.


3 – Como é feito o medicamento homeopático?


O farmacêutico especializado em homeopatia utiliza vários métodos em laboratório para extrair a energia das substâncias da natureza (dose infinitesimal), que pode ser de origem Animal, ex: Apis mellifica (veneno da abelha); Lachesis (veneno da cobra); Mineral, ex: Arsenicum álbum (Arsênico), Nitricum ácidum (ácido nitricum), Natrum muriaticum (sal de cozinha), Sulphur (enxofre); Vegetal, ex: Allium cepa (cebola), Aconitum napellus (acônito), Belladona (atropa beladona), etc.


4 – Como a homeopatia foca a doença?


Na ótica da homeopatia os sinais e sintomas de uma doença são a reação do organismo a um estressor, que provoca um desequilíbrio na Energia Vital (energia que regula os vários sistemas do organismo). Os fatores de estresse podem ser de qualquer natureza, ex: Emocional (Conflitos emocionais, perdas significativas, complexos, etc.); Físico, ex: calor ou frio excessivo, ruídos, etc.; Químico ex: Tabaco, excesso de álcool, drogas ilícitas, intoxicação alimentar, toxinas das bactérias, vírus e fungos, etc.


O indivíduo ao nascer traz consigo traços inatos (predisposição), que se consolidam na interação com o meio ambiente, determinando nossa história de vida, que faz parte da nossa personalidade. Alguns destes traços, como Sentimento de desamparo; ansiedade de antecipação, medo da pobreza; medo do escuro; indecisão, medo do futuro, vulnerabilidade em determinados órgãos ou tecidos, etc., podem tornar-se muito acentuados diante de situações traumáticas como: perdas, separações, confrontos, assaltos, concursos, etc. Estas circunstâncias podem desequilibrar a energia vital e provocar alterações psíquicas ou orgânicas.


Ao prescrever o medicamento personalizado (remédio de fundo), estes traços serão modulados, permitindo maior estabilidade ao organismo, reforçando o mesmo na prevenção e combate as doenças. Todo organismo apresenta vulnerabilidade e um modo muito particular para adoecer, por isso na homeopatia identificamos o doente e sua doença.


5 – Como prescrever o medicamento homeopático?


O médico deve, inicialmente, fazer o diagnóstico da doença, mediante exame clínico e se necessário laboratorial; a seguir faz-se a investigação de todos os sinais e sintomas da doença com suas peculiaridades, isto é, o modo como o paciente se apresenta diante da doença, seu sofrimento, sua ansiedade, sua irritação, o horário que surge, alivia ou agrava os sinais e sintomas, o que alivia ou agrava os mesmos, deve investigar com detalhes o sono, sonhos, desejos, aversões alimentares, etc. Este tipo de avaliação, na medicina homeopática, permite individualizar o modo como cada paciente apresenta o mesmo tipo de doença. Exemplos:


1- O paciente com asma brônquica pode ter o mesmo quadro de sintomas gerais, que leva ao diagnóstico da doença (falta de ar, tosse, chiado, expectoração, etc.), mas cada um destes sinais ou sintomas tem características pessoais diferentes de acordo com a maneira de cada indivíduo adoecer. Por isso uma mesma doença pode ser tratada com medicamentos diferentes.Assim podemos ter um paciente que melhora com Arsenicum album; outro com Calcarea carbonica; outro com Sulphur, etc.     


2- Uma criança com ansiedade, sensação de desamparo, medo de ficar só, medo de monstros, medo de escuro, etc., pode ter dificuldade para dormir, mesmo com o suporte dos pais; isto pode afetar seu desenvolvimento emocional e físico. A avaliação detalhada e a prescrição do remédio personalizado vai promover a normalização do sono e a facilitação na aprendizagem.   


3- Adolescente, masculino,  idade 13 anos vem apresentando há 08 meses erupções no tórax e braços por molusco contagioso, que não melhorava, apesar de vários procedimentos cirúrgicos para removê-los. Paciente sempre foi comunicativo, afetuoso e ansioso. Após as erupções começou a retrair-se e ficar mais ansioso, afastando-se dos colegas e amigos por vergonha e medo de contaminá-los. Após avaliação homeopática e prescrição do medicamento personalizado, todo o quadro desapareceu em cerca de 01 mes e não mais apareceu nestes 02 anos. Outra coisa importante é que o adolescente retomou sua auto estima, diminuiu bastante a ansiedade e sua vida familiar, social e escolar normalizaram-se.

“Você fortalece alguém quando ajuda um pouco e pode enfraquecer quando ajuda muito” (Provérbio Árabe). 


27 de Fevereiro de 2014.












3 - INTEGRAÇÃO DA HOMEOPATIA COM A PSICOTERAPIA BREVE


A Homeopatia é uma especialidade médica, reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina, resolução nº 1000, em 04 de junho de 1980. A Homeopatia passou a fazer parte do SUS em 04 de maio de 2006, através da portaria 971. Atualmente existem, no Brasil, vários cursos de  especialização para médicos, veterinários e farmacêuticos, reconhecidos pelo MEC.


O pai da Homeopatia  foi o médico Alemão Samuel Hahnemann, nascido em 10 de Abril de 1755 e falecido em 02 de Julho de 1843 em Paris. Hahnemann graduou-se em medicina em 1779 em Viena e passou a exercer a medicina oficial da época; a partir de 1804 intensificou suas pesquisas no campo da nova ciência e finalmente em 1810 publicou O primeiro tratado sobre homeopatia, ORGANON A Arte de Curar.


O médico ao especializar-se em Homeopatia,além do conhecimento da medicina tradicional, terá a capacitação para examinar e tratar o paciente numa visão diferente da Alopatia. Para a Homeopatia, os sinais e sintomas da maioria das doenças se instalam, devido a um desequilíbrio do organismo no seu campo mais profundo que é a energia vital, (organizadora de todos os sistemas).


É possível que a energia vital seja a reguladora do sistema Psico-neuro-endócrino, que comandam todos os sistemas e aparelhos do nosso corpo. Assim se o organismo estiver em equilíbrio, suas defesas estarão bem, o suficiente para não permitir que desencadeiem as doenças, sejam elas psíquicas ou orgânicas. Outro conceito da homeopatia diz respeito aos sinais e sintomas da enfermidade, que são uma maneira do organismo reagir a alguma agressão (estresse). O interessante na homeopatia é que através dos sinais e sintomas peculiares ou particulares de cada pessoa numa determinada doença, o profissional pode chegar ao medicamento homeopático personalizado daquele paciente.


Exemplo: Um caso de asma bronquica, onde o paciente acorda com intensa falta de ar e tosse pela madrugada, com sede, inquieto; começa a andar pela casa, assustado e com  medo de morrer. O diagnóstico pode ser de asma bronquica, mas o tratamento homeopático será com o medicamento Arsenicum album, diagnosticado pelas particularidades dos sinais e sintomas.


Um outro paciente poderá ter o mesmo quadro de asma bronquica, mas se os sinais e sintomas particulares forem diferentes, ex: A falta de ar, já ocorre só durante o dia, com vomitos, muita irritação e choro; a medicação será outra; desse modo a homeopatia trabalha com medicamentos personalizados.


Outro exemplo: Podemos ter um bebê ou uma criança assustada, medrosa, irritada, que chora a maior parte do tempo por qualquer situação; não consegue dormir, nem comer o suficiente para sua idade, esta situação de estresse e desiquilíbrio pode baixar sua imunidade e torná-lo vulnerável as doenças. O medicamento homeopático personalizado pode ajudar a reequilibrar a energia vital desse paciente, para que o organismo possa retornar ao seu estado de saúde.


Outro exemplo: Pessoa com tendência a apresentar alto grau de ansiedade, diante de mudanças na vida. Esta dificuldade de readaptação, seja na  creche, escola , mudança de colégio, cidade, ou para tomar decisões na vida, pode gerar um estresse elevado e contínuo, que acaba não só atrapalhando sua caminhada na vida, como  vulnerabilizando seu organismo às doenças. O medicamento homeopático personalizado pode ajudar na reestabilização do organismo como um todo, para melhor lidar com essas situações.


É claro que o médico tem que ter o conhecimento para fazer o diagnóstico da doença, mediante exames clínicos e laboratoriais, bem como ter noção dos limites, tanto da alopatia quanto da homeopatia. O importante é que se faça o melhor para o paciente.


Outro conceito da Homeopatia, muito polemizado, diz respeito a medicação. Os remédios homeopáticos não possuem princípios ativos químicos e sim atuam por campo de energia. Para se preparar um medicamento homeopático, o farmacêutico especializado em homeopatia utiliza técnicas específicas para extrair a energia da substância, que pode ser uma planta, ou mineral, ou substância orgânica. A informação da energia extraída destas substâncias fica armazenada nas moléculas d"água do remédio.


Ao ingerir o medicamento correto, este vai estimular o organismo a se reorganizar no seu campo de energia para retornar ao seu equilíbrio normal, assim vai reforçar suas defesas psíquicas e orgânicas (sistema psico-neuro-endócrino), para combater a doença, bem como impedir que haja a vulnerabilidade do organismo para a recidiva da enfermidade; com isso a homeopatia não só pode atuar no tratamento, mas também na prevenção das enfermidades.


Como as doenças são desencadeadas por muitos fatores, faz-se necessário ao médico investigar e orientar o paciente no melhor caminho, eliminando agentes estressores, que podem ser: um erro na alimentação, sedentarismo, abuso de substâncias, etc. Desse modo evita-se também os obstáculos na  ação mais profunda da medicação homeopatica.


Em geral, existe um remédio homeopático  profundo, que mais se encaixa com  a personalidade do paciente, isto vai ajudar a manter um melhor equilíbrio do organismo para lidar com o estresse do dia a dia, bem como facilitar a pessoa ter  mais equilíbrio e motivação para fazer escolhas mais conscientes e buscar seus sonhos adormecidos. O que vai possibilitar melhor qualidade de vida.


Pode a homeopatia integrar-se a psicoterapia?
Sim, Hahnemann chamava atenção para a identificação dos fatores
desencadeantes das doenças, pois eles, sempre que possível, deveriam ser removidos para não atrapalhar a boa atuação do medicamento homeopático. No caso de obstáculo emocional temos os complexos, traumas e conflitos afetivos, que podem funcionar como bloqueios a ação plena do medicamento, por isso devem ser trabalhados; portanto a psicoterapia é uma importante ferramenta na elaboração e resolução destes obstáculos.


Qual é o papel da Psicoterapia?
Um dos papéis é ajudar a pessoa, num ambiente seguro e acolhedor, compreender sua história de vida no contexto familiar, social e profissional, assim como seu temperamento, seu modo de sabotar-se e os conflitos afetivos formados no decorrer da vida. Desta maneira o profissional ajuda a pessoa descobrir e resolver fatos traumáticos no passado, que geram complexos e conflitos no presente, que propiciam sofrimento, aprisionamento afetivo e doenças. Reestruturar tais vivências facilita ganhar liberdade e segurança em suas escolhas na vida.



Seus maiores bens são seus sonhos.  (Nietzsche). 

23 de Novembro de 2013.











4 - EFEITOS NEGATIVOS E POSITIVOS DO CONFLITO EMOCIONAL.


O que é um Conflito Emocional?


É uma luta interna entre nossos pensamentos e sentimentos. Assim, muitas vezes estamos fazendo o que não queremos; outras vezes estamos querendo fazer algo que não podemos. Desse modo: 1- Repetimos comportamentos inadequados, sem ter consciência; 2- Não ficamos satisfeitos com nossas conquistas; 3- Criamos expectativas falsas para nós e para os outros; 4- Avaliamos a realidade de maneira distorcida.


Quais são os Efeitos Negativos do Conflito Emocional?


O conflito emocional causa um efeito danoso, como: Insegurança, medo, frustração, sensação de fracasso, raiva, mágoa, tristeza, culpa, rejeição, condutas erradas e repetitivas, bem como elevado grau de estresse psíquico, que pode desencadear, intensificar, ou dificultar o tratamento das doenças mentais, como: Fobias, estresse pós-traumático, síndrome de pânico, depressão, etc. ou doenças orgânicas, como: Hipertensão Arterial Sistêmica, angina do peito, infarto do miocárdio, gastrite, faringite, amigdalites, lesões de pele, câncer, artrites, etc.


Quais são os efeitos Positivos do Conflito Emocional?


São nos momentos de conflitos e sofrimento, que a pessoa, ajudada pelo profissional de saúde especializado, pode entender e solucionar "o verdadeiro quebra-cabeça", que liga seu sofrimento com os pensamentos e sentimentos de sua história de vida familiar, social e profissional. Ao resolver o conflito emocional e reorganizar sua história de vida, a pessoa terá motivação para mudar seu estilo de vida , ajudar no seu tratamento e buscar os sonhos adormecidos.


Qual é o papel da Psicoterapia?


Um dos papéis é ajudar a pessoa, num ambiente seguro e acolhedor, compreender, de modo global, sua natureza  e sua história de vida dentro do contexto familiar e no seu dia-a-dia; com esse conhecimento e com a ajuda de técnicas específicas, a pessoa começa descobrir seus conflitos e complexos e empenhar-se para resolvê-los. As mudanças vão proporcionar novas percepções e atitudes; desse modo faremos escolhas mais seguras e conscientes.



A REALIZAÇÃO DE UM SONHO DEPENDE DE UMA ATITUDE.  


11/02/2012.





EFEITOS NEGATIVOS E POSITIVOS DO CONFLITO   EMOCIONAL. 

(GRANDE GERADOR DE ESTRESSE PSÍQUICO)


Estar em conflito emocional é estar em guerra interna com nossos pensamentos e sentimentos; é repetir comportamentos inadequados, sem ter consciência; é estar insaciável com as conquistas; é ter expectativas irreais de si e dos outros; é avaliar a realidade de maneira distorcida.


Nossa história de vida, provavelmente, começa ser escrita desde a concepção, deste modo a maior parte dos capítulos fica submersa no inconsciente. Quando lembramos algo da infância, são lembranças pontuais, que nos impedem de uma leitura global ou sistêmica.


Diante do desconhecimento de toda nossa biografia, devido a esses capítulos obscuros, torna-se difícil fazer uma conexão das situações do presente com “nosso banco de dados”, isto é, nosso mundo interno, nossa história de vida, que é tão singular, pois é formada pela associação das fantasias do inconsciente com os conceitos, preconceitos, crenças, valores, traumas, enfim todas as informações sensoriais, que absorvemos, principalmente na infância, de modo consciente e inconsciente, das pessoas significativas na nossa vida, portanto não conseguimos, muitas vezes, entender o porquê da confusão que surge entre nossos sonhos e a realidade; o coração e a mente; a emoção e a razão; a criança e o nosso adulto.


Deste desentendimento surgem os conflitos emocionais, que geram uma verdadeira briga interna, onde pensamentos (sabotadores) contraditórios agem de modo inconsciente, assim, nem sempre estamos fazendo aquilo que queremos, muitas vezes não queremos fazer aquilo que devemos, outras vezes queremos e devemos fazer aquilo que não conseguimos.


Estes conflitos, por um lado, geram efeitos danosos, como: insegurança, medo, frustração, sensação de fracasso, raiva, tristeza, culpa, condutas inadequadas e repetitivas, bem como elevado grau de estresse psíquico, que pode desencadear; intensificar, ou dificultar o tratamento das doenças mentais (Fobias, estresse pós-traumático, ataques de pânico, depressão, etc.) ou orgânicas (Hipertensão arterial sistêmica, gastrite, faringite, lesões de pele, câncer, etc.).


Por outro lado, são nestes momentos de confusão e sofrimento, que a pessoa, ajudada pelo profissional de saúde especializado, pode entender e solucionar “o verdadeiro quebra-cabeça”, que interconecta sua doença com os sentimentos, pensamentos e sensações de sua história de vida, ligado ao social, familiar, profissional e a sua personalidade. Ao resolver o conflito emocional, a carga de estresse psíquico diminui facilitando o tratamento com os medicamentos, quando necessário. Observamos também a motivação do indivíduo na colaboração do seu tratamento, por estar conhecendo melhor seus afetos ligados a sua enfermidade. Ao sair do conflito a pessoa começa ter clareza do seu verdadeiro papel na família, no social e no contexto de trabalho; isto propicia o rompimento de padrões antigos e a mudança do seu estilo de vida. 


Costumo usar uma metáfora onde o conflito assemelha a um nevoeiro que surge do choque de uma massa de ar quente, representada pelo pensamento mágico da criança, dentro de cada um de nós, com uma camada fria, representada muitas vezes pela hostilidade dos fatos ao seu redor, ligado às pessoas importantes na sua vida, como pais ou representantes e outras pessoas significativas. Este nevoeiro que envolve a mente da criança e normalmente se prolonga pela adolescência e fase adulta, pode provocar distorção e confusão ao lidar com a vida no seu dia a dia.


Exemplo de um caso clínico.


Vamos imaginar uma pessoa, homem ou mulher, com queixas de culpa, tristeza, irritação, sono difícil, angústia e solidão. “Eu não entendo porque não consigo ter um bom relacionamento afetivo; estou sempre disponível e dou tudo de mim, mas dá tudo errado e acabo perdendo a pessoa”. Este caso mostra o conflito (nevoeiro) que vive esta pessoa; ela sonha e faz tudo, ao seu modo, para ser amada, mas acaba sendo rejeitada. Aqui observamos o choque da fantasia e do desejo de ser amada com a dura realidade do abandono. A situação em geral é repetitiva, confusa e não compreendida pela pessoa, devido aos mecanismos de defesa (sempre inconsciente).


Quando aprofundamos na sua história de vida, essa pessoa relata a perda irreparável do pai ou da mãe, ou outra pessoa importante (morte, separação, ou rejeição) na infância. Para ela, em particular, a perda não foi resolvida. Ela continua, inconscientemente, angustiada na busca do amor que faltou durante a infância, assim investe com muita ansiedade, como uma criança desesperada, na atenção e amor da outra pessoa, desse modo submete a vontade dessa pessoa pelo pavor de perdê-la, em conseqüência cobra em demasia pelo preenchimento de sua carência, que pode provocar ciúmes e brigas.  No fundo ela busca naquela pessoa, sem ter consciência, a falta do amor do pai ou da mãe, ou do substituto e aí não dá certo e a relação se rompe, pois o papel que se estabelece é Filho (a) – Mãe (Pai) e não Homem – Mulher. Essa situação pode ocorrer tanto na relação afetiva, quanto na social ou profissional.


CONFLITO EMOCIONAL (INCONSCIENTE) – Sente-se rejeitado (a) ao buscar a atenção e o amor através da submissão à namorada (o) ou companheira (o), ou amiga (o), ou sócia (o) pelo pavor de perdê-la (lo), como aconteceu no passado com a pessoa querida.


    “O essencial é invisível aos olhos”

                                    Saint Exupéry


07/03/2010                                                                             









5 - COMO ADMINISTRAR O ESTRESSE PSÍQUICO?



Atualmente, o homem se vangloria por alcançar um desempenho extraordinário na área tecnológica, que permite produção e comunicação em tempo recorde. Estes avanços são importantíssimos, porém tem seu preço - ESTRESSE ELEVADO. O homem, idealizador, executor e seguidor destes projetos, pode entrar num rítmo acelerado e receber pressões constantes para realizar suas tarefas em intervalos de tempo cada vez menores, bem como conviver com mudanças importantes e bruscas, tais como: Assaltos, desempregos, perda de pessoas queridas, separações, acidentes, etc.


Neste cenário turbulento cada pessoa responde de modo individual aos obstáculos, devido a sua maneira particular de adaptar, reagir e adoecer. Assim, após a situação agressiva, a repercussão pode ser a mais variada possível, perpassando desde um simples comentário até as fobias, pânico e outras doenças psíquicas ou orgânicas. O organismo avalia e lida com os problemas de acordo com o seu programa interno, que se baseia na força vital, carga genética e influência do meio ambiente, isto é, tudo que absorvemos, desde a vida intra-uterina, através dos pais ou responsáveis, familiares, professores, amigos, enfim toda a sociedade.


É necessário aprender a identificar quando o organismo reage de maneira inadequada diante de  situações hostis. A observação de sintomas, como: Ansiedade para comer, dor no estomago, dor de cabeça, falta de ar, tonturas, palpitações, tremores, transpiração, boca seca, sono ruim, dormência nos braços, tensão muscular, ranger de dentes, antecipação dos fatos, queda de cabelos, tensão pré-menstrual, mau desempenho sexual, mau humor, etc.; sinalizam elevada carga de estresse e desequílibrio do organismo, que apontam para a procura de um profissional de saúde especializado para melhor orientá-lo no tratamento do estresse e da enfermidade, se for o caso.





A abordagem das causas emocionais e afetivas ligadas ao estresse elevado, facilitará mudanças dos padrões antigos (programa interno) em sua história pessoal, o que favorece mudança no seu estilo de vida, com possibilidades de escolhas mais conscientes e coerentes. Assim haverá diminuição do estresse, que possibilitará maior equilíbrio mental e orgânico, bem como o aumento da resistência do organismo. Este fator é vital na ajuda ao combate as doenças. O indivíduo ao resgatar seu equilíbrio Biopsicossocial apresentará maior autoconfiança, maior auto-estima e melhor organização do tempo, em consequência, uma melhor qualidade de vida


18/10/2009








6- TRANSTORNO DE PÂNICO


O Transtorno de Pânico (TP) é um Transtorno de Ansiedade, que apresenta como condição básica o Ataque de Pânico (AP) e a Ansiedade de Antecipação (medo constante de voltar a ter o AP). O curioso é que neste transtorno o ataque de pânico, normalmente, ocorre sem uma causa evidente, “como do nada”, diferente dos outros transtornos de ansiedade, como: Fobias; Transtorno obsessivo compulsivo; Transtorno de estresse pós-traumático; Transtorno de Ansiedade Generalisada; etc., que necessitam de uma causa mais específica. Entretanto sabemos que as causas existem, porém são inconscientes.


O Transtorno de Pânico é um dos distúrbios, que mais afeta a qualidade de vida do jovem e do adulto provocando um profundo desamparo e limitação no desempenho de suas funções cotidianas, por um longo período de tempo. A pessoa muitas vezes sem nenhum sintoma importante surpreende-se com um ataque de pânico sem causa aparente; isto pode ocorrer numa viagem com a família, numa praia, dirigindo um carro, na sala de aula, numa reunião, numa festa com amigos, ou em qualquer outra situação desprovida de estresse momentâneo significativo.


É um quadro “catastrófico” que deixa o indivíduo fragilizado e inseguro, pois não sabe o que está se passando consigo nem tão pouco conhece as causas que desencadearam a situação, para evitá-las. Inicia assim um verdadeiro sofrimento para o paciente e sua família que não tem noção do que está acontecendo.


Um intenso medo de voltar a ter o ataque, que não tem hora para surgir, gera uma ansiedade antecipatória; causando limitação na sua vida diária. A pessoa começa evitar lugares fechados e cheios como ônibus, metrô, cinema, supermercado, festas, reuniões, aniversários, etc. por medo de ter o ataque e não conseguir escapar ou ser socorrida ou envergonhar-se diante das pessoas (Agorafobia); deste modo passam muitas vezes a depender dos familiares ou amigos para sair ou mesmo ficar em casa.


A Homeopatia associada à Psicoterapia Breve Sistêmica tem demonstrado ser uma ótima opção no tratamento do Transtorno de Pânico (TP). O remédio homeopático visa estabilizar a energia organizadora do sistema, força vital, proporcionando no TP o desaparecimento dos ataques de pânico o mais rápido possível sem efeitos colaterais ou contra-indicações, facilitando assim o inicio na reestruturação do individuo como um todo. Isto propicia a forte adesão ao tratamento, principalmente em grávidas, mães que amamentam e adolescentes.


O medicamento homeopático é prescrito, após investigação meticulosa de todos os sinais e sintomas apresentados pelo paciente com pânico, assim como seus sentimentos, desejos, aversões, comportamentos, sonhos etc. Estes dados mais sutis são fundamentais na personalização do medicamento (Simillimum) para este transtorno que provoca um intenso sofrimento muito particular em cada pessoa. Assim a homeopatia prioriza o indivíduo que apresenta o pânico.


A Psicoterapia Breve Sistêmica permite ao indivíduo adentrar na sua história de vida para rever, vivenciar e corrigir de modo suave e seguro traumas não resolvidos do passado (principalmente na infância e adolescência) que agravam situações do presente (Rede integrada dos conflitos), que estão conectadas no mesmo circuito afetivo do pânico. Deste modo ao livrar-se dos bloqueios primários e dos conflitos, o paciente terá a oportunidade de reescrever sua história de maneira consciente sem os fatores desencadeadores e mantenedores do transtorno de pânico e demais transtornos de ansiedade.


Assim, o ataque de pânico é um sinalizador para a mudança urgente do estilo de vida da pessoa; uma janela que expressa o caos, bloqueado, ignorado e “silencioso” na vida dela, que ao eclodir, impõe-lhe uma atitude de sobrevivência ao buscar urgentemente ajuda de um profissional para reorganizar seus pensamentos, emoções e atitudes perante a vida, portanto sinaliza a necessidade, o mais rápido possível, de mudança no seu estilo de vida. Esta compreensão facilita transformar o pavor do pânico em motivação para mudanças na vida, em busca dos seus sonhos perdidos


Veja um exemplo em Caso Clínico - 04.


25/09/2014


                         “Se você pode sonhá-lo, você pode fazê-lo”


                                                                                 Walt Disney








































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