Dr. José Carlos de Azevedo










Médico especialista em Homeopatia com Pós Graduação em Medicina Psicossomática e Psicoterapia Breve Sistêmica.


Nosso trabalho está direcionado na busca da saúde, que não é simplesmente a ausência de doença e sim o Bem Estar Físico, Emocional, Mental e Espiritual.


A Homeopatia é uma especialidade médica dotada de princípios, que avalia através dos sinais e sintomas particulares de cada pessoa, seu sofrimento diante de uma determinada doença. Isto permite avaliar o desequilíbrio do organismo e encontrar o melhor medicamento homeopático, para estimular as defesas físicas e psíquicas para que este organismo não só combata de modo sistêmico uma série de doenças, mas também previna seu aparecimento.


A Medicina Psicossomática permite identificar através dos sinais e sintomas da doença os sentimentos envolvidos no sofrimento da pessoa. Por isso dizemos que o Corpo Fala a verdade.


A Psicoterapia Breve Sistêmica nos fornece excelentes ferramentas para ajudar o paciente identificar e solucionar Conflitos Emocionais, que são muito nocivos ao desempenho de nossos talentos, projetos de vida e sonhos, além de poder atuar como estressor  e obstáculo no tratamento homeopático.





TRATAMENTO HOMEOPÁTICO:
CASO CLINICO - 01


Paciente com 07 anos, feminina,veio à consulta com os pais. Menor estava assustada e muito nervosa. Os pais relataram que há cerca de 02 meses sua filha, que nunca teve problema de saúde, que sempre foi uma garota alegre, sem medos importantes, inteligente, carinhosa, com bom
relacionamento em casa e no colégio, após ouvir uma pessoa contar em
detalhes sobre o assassinato de uma pessoa, passou a ter insônia mesmo dormindo com os pais, a ter pavor de dormir no seu quarto, medo de andar pela casa (necessitando de alguém) inclusive para tomar banho, sempre nervosa e chorando. Menor relatava "Não sai da minha cabeça aquele ladrão matando a pessoa e o sangue saindo", "tenho medo que ele entre em casa e faça a mesma coisa". Menor relatava com muito nervoso e olhar assustado.


Os pais relataram que a filha pela madrugada, já cansada, dormia encolhida e agarrada à mãe. Paciente passava os dias cochilando, não conseguia estudar nem brincar (mãe relata que ela sempre foi alegre e brincalhona), parou de ir ao colégio. Passou a ter medo de tudo, inclusive de fantasma. Estava fazendo terapia e tomando chás calmante sem êxito. Após colher toda a história com a ajuda dos pais e da paciente, com os  sinais e sintomas detalhados do seu sofrimento, prescrevi um medicamento homeopático na potência 30 CH e depois 200CH em tomadas 01 vez ao dia diariamente, este remédio era o que mais se enquadrava com a dinâmica do seu sofrimento emocional, mental e comportamental.


Após 04 dias de medicação, mãe relatou que a filha já estava dormindo toda a noite, embora ainda no seu quarto. Após uma semana acalmou a ansiedade e já conseguia andar pela casa sem companhia, mas ainda tinha memória da história do assassinato, embora sem o sofrimento de antes. Após 01 mês desapareceram os medos, voltou a dormir em seu quarto e a frequentar a escola com alegria e entusiasmo (Passei a  medicação para 02 vezes na semana). Paciente Retornou a normalidade de antes. Teve alta após 06 meses de observação, (durante este período
fazia uso da medicação uma vez por mês). Já se passaram 02 anos e menor continua muito bem; sem medicamentos.


05/04/2014






A IMPORTÂNCIA DA HOMEOPATIA NA SAÚDE.


1 - O que é a Homeopatia?


É um sistema médico terapêutico baseado no princípio dos semelhantes. É uma especialidade médica, reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina em 1980 e incorporada ao SUS em 2006. Foi descoberta pelo médico Alemão Samuel Hahnemann em 1796. O primeiro livro sobre homeopatia foi escrito por Hahnemann em 1810, denominado Organon da arte de curar. Está difundida no mundo inteiro. No Brasil existem vários cursos de pós-graduação e prova de especialidade para médicos, farmacêuticos e veterinários.


2 – Como funciona?


O medicamento homeopático, constituído por energia de vários elementos da natureza, atua, provavelmente, modulando a energia vital dos sistemas do nosso corpo, desse modo promove o reequilíbrio do organismo, ativando assim suas defesas físicas e psíquicas; dessa maneira combate e previne uma série de doenças.


3 – Como é feito o medicamento homeopático?


O farmacêutico especializado em homeopatia utiliza vários métodos em laboratório para extrair a energia das substâncias da natureza (dose infinitesimal), que pode ser de origem Animal, ex: Apis mellifica (veneno da abelha); Lachesis (veneno da cobra); Mineral, ex: Arsenicum álbum (Arsênico), Nitricum ácidum (ácido nitricum), Natrum muriaticum (sal de cozinha), Sulphur (enxofre); Vegetal, ex: Allium cepa (cebola), Aconitum napellus (acônito), Belladona (atropa beladona), etc.


4 – Como a homeopatia foca a doença?


Na ótica da homeopatia os sinais e sintomas de uma doença são a reação do organismo a um estressor, que provoca um desequilíbrio na Energia Vital (energia que regula os vários sistemas do organismo). Os fatores de estresse podem ser de qualquer natureza, ex: Emocional (Conflitos emocionais, perdas significativas, complexos, etc.); Físico, ex: calor ou frio excessivo, ruídos, etc.; Químico ex: Tabaco, excesso de álcool, drogas ilícitas, intoxicação alimentar, toxinas das bactérias, vírus e fungos, etc.


O indivíduo ao nascer traz consigo traços inatos (predisposição), que se consolidam na interação com o meio ambiente, determinando nossa história de vida, que faz parte da nossa personalidade. Alguns destes traços, como Sentimento de desamparo; ansiedade de antecipação, medo da pobreza; medo do escuro; indecisão, medo do futuro, vulnerabilidade em determinados órgãos ou tecidos, etc., podem tornar-se muito acentuados diante de situações traumáticas como: perdas, separações, confrontos, assaltos, concursos, etc. Estas circunstâncias podem desequilibrar a energia vital e provocar alterações psíquicas ou orgânicas.


Ao prescrever o medicamento personalizado (remédio de fundo), estes traços serão modulados, permitindo maior estabilidade ao organismo, reforçando o mesmo na prevenção e combate as doenças. Todo organismo apresenta vulnerabilidade e um modo muito particular para adoecer, por isso na homeopatia identificamos o doente e sua doença.


5 – Como prescrever o medicamento homeopático?


O médico deve, inicialmente, fazer o diagnóstico da doença, mediante exame clínico e se necessário laboratorial; a seguir faz-se a investigação de todos os sinais e sintomas da doença com suas peculiaridades, isto é, o modo como o paciente se apresenta diante da doença, seu sofrimento, sua ansiedade, sua irritação, o horário que surge, alivia ou agrava os sinais e sintomas, o que alivia ou agrava os mesmos, deve investigar com detalhes o sono, sonhos, desejos, aversões alimentares, etc. Este tipo de avaliação, na medicina homeopática, permite individualizar o modo como cada paciente apresenta o mesmo tipo de doença. Exemplos:


1- O paciente com asma brônquica pode ter o mesmo quadro de sintomas gerais, que leva ao diagnóstico da doença (falta de ar, tosse, chiado, expectoração, etc.), mas cada um destes sinais ou sintomas tem características pessoais diferentes de acordo com a maneira de cada indivíduo adoecer. Por isso uma mesma doença pode ser tratada com medicamentos diferentes.Assim podemos ter um paciente que melhora com Arsenicum album; outro com Calcarea carbonica; outro com Sulphur, etc.     


2- Uma criança com ansiedade, sensação de desamparo, medo de ficar só, medo de monstros, medo de escuro, etc., pode ter dificuldade para dormir, mesmo com o suporte dos pais; isto pode afetar seu desenvolvimento emocional e físico. A avaliação detalhada e a prescrição do remédio personalizado vai promover a normalização do sono e a facilitação na aprendizagem.   


3- Adolescente, masculino,  idade 13 anos vem apresentando há 08 meses erupções no tórax e braços por molusco contagioso, que não melhorava, apesar de vários procedimentos cirúrgicos para removê-los. Paciente sempre foi comunicativo, afetuoso e ansioso. Após as erupções começou a retrair-se e ficar mais ansioso, afastando-se dos colegas e amigos por vergonha e medo de contaminá-los. Após avaliação homeopática e prescrição do medicamento personalizado, todo o quadro desapareceu em cerca de 01 mes e não mais apareceu nestes 02 anos. Outra coisa importante é que o adolescente retomou sua auto estima, diminuiu bastante a ansiedade e sua vida familiar, social e escolar normalizaram-se.

“Você fortalece alguém quando ajuda um pouco e pode enfraquecer quando ajuda muito” (Provérbio Árabe). 


27 de Fevereiro de 2014.











INTEGRAÇÃO DA HOMEOPATIA COM A PSICOTERAPIA


A Homeopatia é uma especialidade médica, reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina, resolução nº 1000, em 04 de junho de 1980. A Homeopatia passou a fazer parte do SUS em 04 de maio de 2006, através da portaria 971. Atualmente existem, no Brasil, vários cursos de  especialização para médicos, veterinários e farmacêuticos, reconhecidos pelo MEC.


O pai da Homeopatia  foi o médico Alemão Samuel Hahnemann, nascido em 10 de Abril de 1755 e falecido em 02 de Julho de 1843 em Paris. Hahnemann graduou-se em medicina em 1779 em Viena e passou a exercer a medicina oficial da época; a partir de 1804 intensificou suas pesquisas no campo da nova ciência e finalmente em 1810 publicou O primeiro tratado sobre homeopatia, ORGANON A Arte de Curar.


O médico ao especializar-se em Homeopatia,além do conhecimento da medicina tradicional, terá a capacitação para examinar e tratar o paciente numa visão diferente da Alopatia. Para a Homeopatia, os sinais e sintomas da maioria das doenças se instalam, devido a um desequilíbrio do organismo no seu campo mais profundo que é a energia vital, (organizadora de todos os sistemas).


É possível que a energia vital seja a reguladora do sistema Psico-neuro-endócrino, que comandam todos os sistemas e aparelhos do nosso corpo. Assim se o organismo estiver em equilíbrio, suas defesas estarão bem, o suficiente para não permitir que desencadeiem as doenças, sejam elas psíquicas ou orgânicas. Outro conceito da homeopatia diz respeito aos sinais e sintomas da enfermidade, que são uma maneira do organismo reagir a alguma agressão (estresse). O interessante na homeopatia é que através dos sinais e sintomas peculiares ou particulares de cada pessoa numa determinada doença, o profissional pode chegar ao medicamento homeopático personalizado daquele paciente.


Exemplo: Um caso de asma bronquica, onde o paciente acorda com intensa falta de ar e tosse pela madrugada, com sede, inquieto; começa a andar pela casa, assustado e com  medo de morrer. O diagnóstico pode ser de asma bronquica, mas o tratamento homeopático será com o medicamento Arsenicum album, diagnosticado pelas particularidades dos sinais e sintomas.


Um outro paciente poderá ter o mesmo quadro de asma bronquica, mas se os sinais e sintomas particulares forem diferentes, ex: A falta de ar, já ocorre só durante o dia, com vomitos, muita irritação e choro; a medicação será outra; desse modo a homeopatia trabalha com medicamentos personalizados.


Outro exemplo: Podemos ter um bebê ou uma criança assustada, medrosa, irritada, que chora a maior parte do tempo por qualquer situação; não consegue dormir, nem comer o suficiente para sua idade, esta situação de estresse e desiquilíbrio pode baixar sua imunidade e torná-lo vulnerável as doenças. O medicamento homeopático personalizado pode ajudar a reequilibrar a energia vital desse paciente, para que o organismo possa retornar ao seu estado de saúde.


Outro exemplo: Pessoa com tendência a apresentar alto grau de ansiedade, diante de mudanças na vida. Esta dificuldade de readaptação, seja na  creche, escola , mudança de colégio, cidade, ou para tomar decisões na vida, pode gerar um estresse elevado e contínuo, que acaba não só atrapalhando sua caminhada na vida, como  vulnerabilizando seu organismo às doenças. O medicamento homeopático personalizado pode ajudar na reestabilização do organismo como um todo, para melhor lidar com essas situações.


É claro que o médico tem que ter o conhecimento para fazer o diagnóstico da doença, mediante exames clínicos e laboratoriais, bem como ter noção dos limites, tanto da alopatia quanto da homeopatia. O importante é que se faça o melhor para o paciente.


Outro conceito da Homeopatia, muito polemizado, diz respeito a medicação. Os remédios homeopáticos não possuem princípios ativos químicos e sim atuam por campo de energia. Para se preparar um medicamento homeopático, o farmacêutico especializado em homeopatia utiliza técnicas específicas para extrair a energia da substância, que pode ser uma planta, ou mineral, ou substância orgânica. A informação da energia extraída destas substâncias fica armazenada nas moléculas d"água do remédio.


Ao ingerir o medicamento correto, este vai estimular o organismo a se reorganizar no seu campo de energia para retornar ao seu equilíbrio normal, assim vai reforçar suas defesas psíquicas e orgânicas (sistema psico-neuro-endócrino), para combater a doença, bem como impedir que haja a vulnerabilidade do organismo para a recidiva da enfermidade; com isso a homeopatia não só pode atuar no tratamento, mas também na prevenção das enfermidades.


Como as doenças são desencadeadas por muitos fatores, faz-se necessário ao médico investigar e orientar o paciente no melhor caminho, eliminando agentes estressores, que podem ser: um erro na alimentação, sedentarismo, abuso de substâncias, etc. Desse modo evita-se também os obstáculos na  ação mais profunda da medicação homeopatica.


Em geral, existe um remédio homeopático  profundo, que mais se encaixa com  a personalidade do paciente, isto vai ajudar a manter um melhor equilíbrio do organismo para lidar com o estresse do dia a dia, bem como facilitar a pessoa ter  mais equilíbrio e motivação para fazer escolhas mais conscientes e buscar seus sonhos adormecidos. O que vai possibilitar melhor qualidade de vida.


Pode a homeopatia integrar-se a psicoterapia?
Sim, Hahnemann chamava atenção para a identificação dos fatores
desencadeantes das doenças, pois eles, sempre que possível, deveriam ser removidos para não atrapalhar a boa atuação do medicamento homeopático. No caso de obstáculo emocional temos os complexos, traumas e conflitos afetivos, que podem funcionar como bloqueios a ação plena do medicamento, por isso devem ser trabalhados; portanto a psicoterapia é uma importante ferramenta na elaboração e resolução destes obstáculos.


Qual é o papel da Psicoterapia?
Um dos papéis é ajudar a pessoa, num ambiente seguro e acolhedor, compreender sua história de vida no contexto familiar, social e profissional, assim como seu temperamento, seu modo de sabotar-se e os conflitos afetivos formados no decorrer da vida. Desta maneira o profissional ajuda a pessoa descobrir e resolver fatos traumáticos no passado, que geram complexos e conflitos no presente, que propiciam sofrimento, aprisionamento afetivo e doenças. Reestruturar tais vivências facilita ganhar liberdade e segurança em suas escolhas na vida.



Seus maiores bens são seus sonhos.  (Nietzsche). 

23 de Novembro de 2013.










EFEITOS NEGATIVOS E POSITIVOS DO CONFLITO EMOCIONAL.


O que é um Conflito Emocional?


É uma luta interna entre nossos pensamentos e sentimentos. Assim, muitas vezes estamos fazendo o que não queremos; outras vezes estamos querendo fazer algo que não podemos. Desse modo: 1- Repetimos comportamentos inadequados, sem ter consciência; 2- Não ficamos satisfeitos com nossas conquistas; 3- Criamos expectativas falsas para nós e para os outros; 4- Avaliamos a realidade de maneira distorcida.


Quais são os Efeitos Negativos do Conflito Emocional?


O conflito emocional causa um efeito danoso, como: Insegurança, medo, frustração, sensação de fracasso, raiva, mágoa, tristeza, culpa, rejeição, condutas erradas e repetitivas, bem como elevado grau de estresse psíquico, que pode desencadear, intensificar, ou dificultar o tratamento das doenças mentais, como: Fobias, estresse pós-traumático, síndrome de pânico, depressão, etc. ou doenças orgânicas, como: Hipertensão Arterial Sistêmica, angina do peito, infarto do miocárdio, gastrite, faringite, amigdalites, lesões de pele, câncer, artrites, etc.


Quais são os efeitos Positivos do Conflito Emocional?


São nos momentos de conflitos e sofrimento, que a pessoa, ajudada pelo profissional de saúde especializado, pode entender e solucionar "o verdadeiro quebra-cabeça", que liga seu sofrimento com os pensamentos e sentimentos de sua história de vida familiar, social e profissional. Ao resolver o conflito emocional e reorganizar sua história de vida, a pessoa terá motivação para mudar seu estilo de vida , ajudar no seu tratamento e buscar os sonhos adormecidos.


Qual é o papel da Psicoterapia?


Um dos papéis é ajudar a pessoa, num ambiente seguro e acolhedor, compreender, de modo global, sua natureza  e sua história de vida dentro do contexto familiar e no seu dia-a-dia; com esse conhecimento e com a ajuda de técnicas específicas, a pessoa começa descobrir seus conflitos e complexos e empenhar-se para resolvê-los. As mudanças vão proporcionar novas percepções e atitudes; desse modo faremos escolhas mais seguras e conscientes.



A REALIZAÇÃO DE UM SONHO DEPENDE DE UMA ATITUDE.  


11/02/2012.





EFEITOS NEGATIVOS E POSITIVOS DO CONFLITO   EMOCIONAL. 

(GRANDE GERADOR DE ESTRESSE PSÍQUICO)


Estar em conflito emocional é estar em guerra interna com nossos pensamentos e sentimentos; é repetir comportamentos inadequados, sem ter consciência; é estar insaciável com as conquistas; é ter expectativas irreais de si e dos outros; é avaliar a realidade de maneira distorcida.


Nossa história de vida, provavelmente, começa ser escrita desde a concepção, deste modo a maior parte dos capítulos fica submersa no inconsciente. Quando lembramos algo da infância, são lembranças pontuais, que nos impedem de uma leitura global ou sistêmica.


Diante do desconhecimento de toda nossa biografia, devido a esses capítulos obscuros, torna-se difícil fazer uma conexão das situações do presente com “nosso banco de dados”, isto é, nosso mundo interno, nossa história de vida, que é tão singular, pois é formada pela associação das fantasias do inconsciente com os conceitos, preconceitos, crenças, valores, traumas, enfim todas as informações sensoriais, que absorvemos, principalmente na infância, de modo consciente e inconsciente, das pessoas significativas na nossa vida, portanto não conseguimos, muitas vezes, entender o porquê da confusão que surge entre nossos sonhos e a realidade; o coração e a mente; a emoção e a razão; a criança e o nosso adulto.


Deste desentendimento surgem os conflitos emocionais, que geram uma verdadeira briga interna, onde pensamentos (sabotadores) contraditórios agem de modo inconsciente, assim, nem sempre estamos fazendo aquilo que queremos, muitas vezes não queremos fazer aquilo que devemos, outras vezes queremos e devemos fazer aquilo que não conseguimos.


Estes conflitos, por um lado, geram efeitos danosos, como: insegurança, medo, frustração, sensação de fracasso, raiva, tristeza, culpa, condutas inadequadas e repetitivas, bem como elevado grau de estresse psíquico, que pode desencadear; intensificar, ou dificultar o tratamento das doenças mentais (Fobias, estresse pós-traumático, ataques de pânico, depressão, etc.) ou orgânicas (Hipertensão arterial sistêmica, gastrite, faringite, lesões de pele, câncer, etc.).


Por outro lado, são nestes momentos de confusão e sofrimento, que a pessoa, ajudada pelo profissional de saúde especializado, pode entender e solucionar “o verdadeiro quebra-cabeça”, que interconecta sua doença com os sentimentos, pensamentos e sensações de sua história de vida, ligado ao social, familiar, profissional e a sua personalidade. Ao resolver o conflito emocional, a carga de estresse psíquico diminui facilitando o tratamento com os medicamentos, quando necessário. Observamos também a motivação do indivíduo na colaboração do seu tratamento, por estar conhecendo melhor seus afetos ligados a sua enfermidade. Ao sair do conflito a pessoa começa ter clareza do seu verdadeiro papel na família, no social e no contexto de trabalho; isto propicia o rompimento de padrões antigos e a mudança do seu estilo de vida. 


Costumo usar uma metáfora onde o conflito assemelha a um nevoeiro que surge do choque de uma massa de ar quente, representada pelo pensamento mágico da criança, dentro de cada um de nós, com uma camada fria, representada muitas vezes pela hostilidade dos fatos ao seu redor, ligado às pessoas importantes na sua vida, como pais ou representantes e outras pessoas significativas. Este nevoeiro que envolve a mente da criança e normalmente se prolonga pela adolescência e fase adulta, pode provocar distorção e confusão ao lidar com a vida no seu dia a dia.


Exemplo de um caso clínico.


Vamos imaginar uma pessoa, homem ou mulher, com queixas de culpa, tristeza, irritação, sono difícil, angústia e solidão. “Eu não entendo porque não consigo ter um bom relacionamento afetivo; estou sempre disponível e dou tudo de mim, mas dá tudo errado e acabo perdendo a pessoa”. Este caso mostra o conflito (nevoeiro) que vive esta pessoa; ela sonha e faz tudo, ao seu modo, para ser amada, mas acaba sendo rejeitada. Aqui observamos o choque da fantasia e do desejo de ser amada com a dura realidade do abandono. A situação em geral é repetitiva, confusa e não compreendida pela pessoa, devido aos mecanismos de defesa (sempre inconsciente).


Quando aprofundamos na sua história de vida, essa pessoa relata a perda irreparável do pai ou da mãe, ou outra pessoa importante (morte, separação, ou rejeição) na infância. Para ela, em particular, a perda não foi resolvida. Ela continua, inconscientemente, angustiada na busca do amor que faltou durante a infância, assim investe com muita ansiedade, como uma criança desesperada, na atenção e amor da outra pessoa, desse modo submete a vontade dessa pessoa pelo pavor de perdê-la, em conseqüência cobra em demasia pelo preenchimento de sua carência, que pode provocar ciúmes e brigas.  No fundo ela busca naquela pessoa, sem ter consciência, a falta do amor do pai ou da mãe, ou do substituto e aí não dá certo e a relação se rompe, pois o papel que se estabelece é Filho (a) – Mãe (Pai) e não Homem – Mulher. Essa situação pode ocorrer tanto na relação afetiva, quanto na social ou profissional.


CONFLITO EMOCIONAL (INCONSCIENTE) – Sente-se rejeitado (a) ao buscar a atenção e o amor através da submissão à namorada (o) ou companheira (o), ou amiga (o), ou sócia (o) pelo pavor de perdê-la (lo), como aconteceu no passado com a pessoa querida.


                 “O essencial é invisível aos olhos”

                                    Saint Exupéry


07/03/2010                                                                             








COMO ADMINISTRAR O ESTRESSE PSÍQUICO?



Atualmente, o homem se vangloria por alcançar um desempenho extraordinário na área tecnológica, que permite produção e comunicação em tempo recorde. Estes avanços são importantíssimos, porém tem seu preço - ESTRESSE ELEVADO. O homem, idealizador, executor e seguidor destes projetos, pode entrar num rítmo acelerado e receber pressões constantes para realizar suas tarefas em intervalos de tempo cada vez menores, bem como conviver com mudanças importantes e bruscas, tais como: Assaltos, desempregos, perda de pessoas queridas, separações, acidentes, etc.


Neste cenário turbulento cada pessoa responde de modo individual aos abstáculos, devido a sua maneira particular de adaptar, reagir e adoecer. Assim, após a situação agressiva, a repercussão pode ser a mais variada possível, perpassando desde um simples comentário até as fobias, pânico e outras doenças psíquicas ou orgânicas. O organismo avalia e lida com os problemas de acordo com o seu programa interno, que se baseia na força vital, carga genética e influência do meio ambiente, isto é, tudo que absorvemos, desde a vida intra-uterina, através dos pais ou responsáveis, familiares, professores, amigos, enfim toda a sociedade.


É necessário aprender a identificar quando o organismo reage de maneira inadequada diante de  situações hostis. A observação de sintomas, como: Ansiedade para comer, dor no estomago, dor de cabeça, falta de ar, tonturas, palpitações, tremores, transpiração, boca seca, sono ruim, dormência nos braços, tensão muscular, ranger de dentes, antecipação dos fatos, queda de cabelos, tensão pré-menstrual, mau desempenho sexual, mau humor, etc.; sinalizam elevada carga de estresse e desequílibrio do organismo, que apontam para a procura de um profissional de saúde especializado para melhor orientá-lo no tratamento do estresse e da enfermidade, se for o caso.





A abordagem das causas emocionais e afetivas ligadas ao estresse elevado, facilitará mudanças dos padrões antigos (programa interno) em sua história pessoal, o que favorece mudança no seu estilo de vida, com possibilidades de escolhas mais conscientes e coerentes. Assim haverá diminuição do estresse, que possibilitará maior equilíbrio mental e orgânico, bem como o aumento da resistência do organismo. Este fator é vital na ajuda ao combate as doenças. O indivíduo ao resgatar seu equilíbrio Biopsicossocial apresentará maior autoconfiança, maior auto-estima e melhor organização do tempo, em consequência, uma melhor qualidade de vida


18/08/2009









CARACTERÍSTICAS  E   CONSEQÜÊNCIAS DA ANSIEDADE


A maioria das pessoas apresenta ansiedade perante situações, tais como falar em público, iniciar uma conversa, marcar um encontro, lidar com autoridade, lidar com a passagem da infância para a adolescência, escolher uma profissão, assumir seu lado profissional, sair de casa para uma vida independente, manter uma relação amorosa, viajar de avião, entrar em elevador, assumir uma família, lidar com perdas, rejeições, separações, etc. Em geral, essa ansiedade não é severa o bastante para prejudicar o desempenho durante a situação, pelo contrário ela nos coloca em situação de alerta, “acordados” para podermos dar o melhor de nós diante das situações. Entretanto em algumas pessoas a ansiedade pode ser insuportável, a ponto de interferir no funcionamento mental, emocional, comportamental e até físico (doenças orgânicas) do indivíduo e provocar verdadeira “paralisia” diante destas situações.  


A ansiedade caracteriza-se por um estado de apreensão, de desconforto, de medo sem causa definida. A pessoa não tem consciência do que está por trás daquela ansiedade e daí não consegue resolvê-la. O Aurélio define como um estado afetivo em que há sentimento de insegurança.


Pesquisas mostram que existe uma alta percentagem, cerca de 60%, de pacientes com transtornos de ansiedade, que pode desencadear ou cronificar as doenças psíquicas e orgânicas.


A ansiedade é o sintoma fundamental nestes transtornos, que se apresentam como:  1-Fobia Específica; 2-Fobia Social; 3-Transtorno Obsessivo Compulsivo; 4-Transtorno de estresse Pós-Traumático; 5-Transtorno de Estresse agudo; 6-Transtorno de Ansiedade Generalizada; 7-Transtorno de Ansiedade Induzida por Substância; 8-Transtorno de Ansiedade de Separação; 9-Transtorno de Pânico; etc.


Os transtornos de ansiedade, como outras doenças, são multifatoriais, isto é, provenientes de várias causas. Os fatores genéticos podem predispor as doenças, enquanto os ambientais podem desencadear as enfermidades, assim altas cargas de estresse químico (substâncias tóxicas, drogas ilícitas, automedicação, compulsão alimentar, etc.); físico (poluição sonora, excesso de calor ou frio, desastres da natureza, etc.) e emocional (traumas e conflitos psicológicos, complexos, pesadelos, assaltos, perdas de pessoas queridas, desempregos, separações, rejeições, etc.), são condições importantes na ativação dos transtornos de ansiedade.


Todos os transtornos de ansiedade, diante de uma elevada carga de estresse, podem desencadear de modo agudo um Ataque de Pânico, que surge de repente com muita intensidade podendo durar de 10 a 30 minutos ou mais, mas com sensação de eternidade. A pessoa subitamente mergulha num “caos”; começa  apresentar uma insuportável ansiedade com sensação de morte, com aperto no peito, palpitação, falta de ar, sufocação, bolo na garganta, transpiração intensa fria e/ou quente, tonturas, sensação de desmaio, visão turva, náusea, dor no estomago, dormência no corpo, fraqueza, perda do controle, medo de ficar louca, etc.

A pessoa não precisa apresentar todos os sintomas para descobrir que está fazendo um ataque de pânico. O quadro surge de modo súbito com muita força e deixa a pessoa apavorada, sem controle e com medo de morrer. Um paciente relatou-me: “Me sinto apavorado, sem controle, como uma criança desamparada que vai morrer, ou desmaiar, isto me dá muita angústia e tristeza e me faz chorar; fico limitado às pessoas para sair comigo, pelo medo de voltar a passar mal”.


O ataque de pânico pode surgir nos transtornos de ansiedade de acordo com determinadas condições específicas, que funcionam como gatilho.

1-Na Fobia Específica, se a pessoa tiver fobia de aves, insetos, elevador, avião, tempestade, altura, lugares fechados (claustrofobia), etc. Ao entrar em contato com tais elementos poderá abrir o quadro de ataque de pânico.


Paciente 35 anos, feminina, casada, funcionária pública, com fobia a insetos, relatou-me: “Sempre ando preocupada em evitar insetos, mas um dia estava andando na rua quando percebi que alguma coisa entrou no meu cabelo, fiquei apavorada e comecei a bater na minha cabeça para a coisa sair, quando percebi, era um besouro, que caiu morto no chão, fiquei muito nervosa, suava frio, tive disparo no coração, tremores, falta de ar, vista turva e sensação de desmaio; foi um desespero”. “O engraçado é que racionalmente sei que não há perigo, mas o meu emocional se descontrola”.


É provável que haja uma rede neural integrada, que provoca este comportamento, devido às situações traumáticas do passado, que formam um verdadeiro quebra-cabeça, que precisa ser esclarecido e tratado para a pessoa sair deste padrão traumático, em geral da infância, que interfere de modo direto no seu lado adulto, daí as inadequações, inseguranças, indecisões, que podem atrapalhar sua vida pessoal e profissional.


2-Na Fobia Social, o indivíduo pode apresentar o ataque de pânico ao se expor diante de situações sociais ou de desempenho, ex: Falar em público, dar uma palestra, fazer uma entrevista para trabalho, marcar um encontro, expor uma situação de importância pessoal ou profissional, defender seu ponto de vista, dar limite, etc. Esta situação desagradável geradora de baixa estima, que limita o ser humano na busca dos seus projetos de vida, deve ser investigada numa abordagem global, para permitir o indivíduo reestruturar sua história de vida, perpassando pela criança, adolescente e fase adulta, se for o caso.


3-No Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), o sofrimento da pessoa pode, por exemplo, estar ligado ao medo insuportável de se contaminar com sujeira ou doença, daí começa uma postura implacável para realizar tudo de modo perfeito num excesso de cuidado com limpeza e com pessoas que possam estar doentes. A pessoa fica escravizada por estes pensamentos ameaçadores, que geram muita ansiedade e insegurança. A relação torna-se constrangedora e desgastante com todos que convive com ela no meio familiar, social e profissional, pois ninguém entende o que se passa. Se a pessoa com TOC entrar em contato com algo que julgue sujo ou contaminado, poderá fazer o ataque de pânico, devido a uma ansiedade insuportável. O profissional, além da medicação, deve buscar com a pessoa as causas profundas na sua história de vida que ficaram mal resolvidas na infância e adolescência, para a resolução e construção de novas diretrizes na vida.


4-No Transtorno de estresse Pós-Traumático, o indivíduo após passar por uma situação extremamente traumática. Ex: Assalto. Ele pode começar reviver toda aquela situação (flash back) como um filme de terror, que assume grande proporção na sua vida. Se por ventura, no seu dia-a-dia, ocorrer algo parecido com um dos elementos do fato (ex: tiro, aproximação de pessoa parecida com o assaltante, notícias de assaltos, etc.) pode desencadear o ataque de pânico. É necessário um trabalho bem elaborado para refazer de modo seguro e confortável, todo o trajeto catastrófico daquele momento, que ficou impregnado na mente da pessoa, para que haja uma reestruturação do processo afetivo ligado ao fato e assim retornar ao seu equilíbrio biopsicossocial e aos projetos de vida.


5-No Transtorno de Estresse Agudo, o ataque de pânico pode ocorrer diante de uma situação muito estressante (assalto, seqüestro, morte de ente querido, etc.), suficiente para romper o equilíbrio psicológico da pessoa. Nesta situação ela pode reagir com forte ansiedade, tremores, transpiração, falta de ar, palpitações, tonturas, visão turva, sensação de desmaio, etc. É uma fase aguda onde o organismo tende a retornar ao equilíbrio, se não houver outros estímulos nocivos, caso contrário pode desencadear ou tornar crônica alguma enfermidade já existente.


6-No Transtorno de Ansiedade Generalizada, a pessoa está constantemente preocupada com o futuro, desempenho, proteção e saúde dos que estão ao seu redor, isto lhe deixa em permanente inquietude e com tensão muscular, principalmente nos ombros. Seu pensamento, na maioria das vezes, é pessimista. Uma viagem ou notícia ruim de uma pessoa querida pode gerar tamanha ansiedade, que desencadeia o ataque de pânico. Este é um distúrbio crônico, onde a pessoa esta freqüentemente aprisionada numa preocupação com tudo e com todos e sempre pensando o pior. É necessário que a pessoa junto com o profissional especializado descubra e redimensione as causas afetivas que levaram no passado a estruturação do transtorno para que ela, com mais liberdade, possa fazer escolhas mais saudáveis na vida.


Paciente, feminina, 28 anos, casada, comerciante, apresenta Transtorno de Ansiedade Generalizada e Transtorno de Pânico. “Desde criança, sempre fui muito responsável e preocupada com tudo e com todos, a ponto de perder o sono e emagrecer; sempre acho que as coisas podem dar erradas, isso agora piorou depois que passei a ter pânico, porque tenho medo de fazer as coisas e passar mal”.


7-No Transtorno de Ansiedade Induzido por Substância, o indivíduo pode abrir o quadro de ataque de pânico em conseqüência fisiológica direta de uma droga não lícita, exposição a uma toxina, ou uso de medicamento, daí o perigo da automedicação. Os pacientes dependentes de drogas ilícitas devem procurar clínicas especializadas.


8-O Transtorno de Ansiedade de Separação ocorre mais em crianças do que em adolescente; é caracterizado por forte ansiedade relacionada à separação dos pais, ou pessoas significativas; aqui é comum ver crianças desenvolvendo sintomas de pânico ou mesmo o ataque, ao ter que separar da mãe, numa eventual viagem dela, ou da criança (dormir em casa de amigos, excursão, etc.). Pesquisas revelam que a maioria destas crianças pode, mais tarde, desenvolver Transtorno de Pânico.


9-O Transtorno de Pânico apresenta como condição básica o Ataque de Pânico e a Ansiedade de Antecipação (medo constante de voltar a ter o ataque de pânico). O curioso neste transtorno é que o ataque de pânico, em geral, ocorre sem uma causa evidente, (inconsciente),  “como do nada”, diferente dos demais transtornos de ansiedade, que necessitam de uma causa mais específica.


O Transtorno de Pânico é um distúrbios pertencente ao Transtorno de Ansiedade, que mais afeta a qualidade de vida do jovem e do adulto provocando profundo desamparo e limitação no desempenho de suas funções cotidianas, por um longo período de tempo. A pessoa, muitas vezes, sem nenhum sintoma importante surpreende-se com um ataque de pânico sem causa aparente; isto pode ocorrer numa viagem com a família, numa praia, dirigindo um carro, na sala de aula, numa reunião, numa festa com os amigos, ou em qualquer outra situação desprovida de estresse momentâneo significativo.


É um quadro “catastrófico” que deixa o indivíduo fragilizado e inseguro, pois não sabe o que está se passando consigo nem tão pouco conhece as causas que desencadearam a situação, para evitá-las. Inicia assim um verdadeiro sofrimento para a pessoa e sua família que não tem noção do que está acontecendo.


Um intenso medo de voltar a ter o ataque, que não tem hora para surgir, gera uma ansiedade antecipatória, que causa limitação na sua vida diária. A pessoa começa evitar lugares fechados e cheios, como ônibus, metrô, cinema, supermercados, festas, reuniões com os amigos, aniversários, etc., por medo de ter o ataque de pânico e não conseguir ser socorrida, ou não conseguir sair do lugar apertado ou cheio, ou por vergonha de passar mal na presença das pessoas (Agorafobia); deste modo passam a depender dos familiares ou amigos para sair ou mesmo ficar em casa.


Paciente, masculino, casado, 32 anos, profissional liberal, relatou que há 3 meses, após um dia cansativo no trabalho e um trânsito engarrafado, teve uma sensação terrível enquanto dirigia seu carro. “Comecei a ficar nervoso e a suar frio, meu corpo tremia sem controle, o peito e a garganta ficaram apertados, quase não conseguia respirar, meu coração disparou, fiquei apavorado, tinha certeza  que estava enfartando”. Na emergência, após fazer vários exames (todos normais) foi medicado com sedativo e liberado com diagnóstico de Ataque de Pânico.


Os Transtornos de Ansiedade por terem diversas causas devem ser tratados de modo  sistêmico ou global. Assim, além dos medicamentos, utilizados de acordo com a necessidade de cada pessoa, o profissional especializado vai ajudar o indivíduo entrar na sua história de vida para rever, vivenciar e corrigir de modo suave e seguro traumas não resolvidos do passado, principalmente da infância e adolescência, que agravam situações do presente, que estão conectadas no mesmo circuito afetivo dos transtornos. Deste modo ao livrar-se dos bloqueios primários, dos complexos e dos conflitos psíquicos, o indivíduo vai ter a oportunidade de reescrever sua história de maneira consciente sem os fatores desencadeadores e mantenedores dos transtornos de ansiedade.


Em suma, o ataque de pânico é um sinalizador para a mudança urgente do estilo de vida da pessoa; uma janela que expressa o caos bloqueado, ignorado e “silencioso” na vida dela, que ao eclodir, impõe uma atitude de sobrevivência ao buscar urgentemente ajuda de um profissional para reorganizar seus pensamentos, emoções e atitudes perante a vida, portanto sinaliza a necessidade, o mais rápido possível, de mudança no seu estilo de vida. Esta compreensão facilita transformar o pavor do pânico em motivação para mudanças na vida, em busca dos sonhos perdidos.


       “Se você pode sonhá-lo, você pode fazê-lo”

                                 Walt Disney

30/10/2009.           



































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